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Apresentação e Objectivos


A implementação do processo de Bolonha veio criar novos desafios à definição do acesso à profissão, que têm vindo a ser debatidas nos planos nacional (Associação Profissional de Arqueólogos) e internacional (Associação Europeia de Arqueólogos e União Internacional das Ciências Pré-Históricas e Proto-Históricas).

A realidade da arqueologia mudou na última década, em Portugal e na Europa. A arqueologia, até ao início da década de 1990, era uma profissão essencialmente relacionada com a investigação fundamental (mesmo quando articulada com museus, que se assumiam sobretudo como espaços de conservação e estudo de colecções). A arqueologia em 2008 é uma área profissional essencialmente articulada com a esfera da minimização dos impactes ambientais e da valorização patrimonial, com um forte pendor de tecnologia e métodos aplicados. A formação em arqueologia tem de se adaptar a esta realidade.

Por outro lado, a reorganização dos percursos de formação superior tem de ser feita no quadro académico Europeu, que é complexo, do ponto de vista quer do mercado de trabalho (que é Europeu, mas muito distinto entre os diversos Países), quer dos curricula (que não são uniformes, sequer, nos planos nacionais).

O Mestrado em Técnicas de Arqueologia responde à tripla necessidade de especialização, não sobreposição com outras ofertas formativas e adequação às necessidades de mercado.

No plano da especialização, comporta um núcleo comum mas configurando outros percursos, apoiados nas especialidades em que o IPT possui recursos humanos e prestígio internacional:

  • Tecnologias Arcaicas e Arte Rupestre;
  • Geo-Arqueologia;
  • Tafonomia e Sistemas de Representação;
  • Gestão do Património.

Os futuros Mestres em Técnicas de Arqueologia, nas suas diversas especialidades, terão um perfil adequado às necessidades nacionais, mas com uma preocupação formativa orientada para o mercado Europeu e internacional, no qual deverão competir. O IPT tem, neste domínio, a experiência de ter formado nos últimos anos algumas dezenas de arqueólogos, que actualmente se encontram plenamente integrados no mercado laboral não apenas em Portugal, mas também em Espanha, Itália, Brasil ou Índia, entre outros países.

Todos os futuros Mestres em Técnicas de Arqueologia contribuirão para os seguintes objectivos da sociedade: inventariar e caracterizar os recursos de uma forma sistemática, também na perspectiva da sua preservação, preservação e valorização do património; identificar e caracterizar sítios e contextos arqueológicos, no seu quadro ambiental e cultural, contribuindo para o inventário detalhado dos recursos arqueológicos nacionais; resolver os problemas associados à exploração e gestão sustentada dos recursos arqueológicos.

 

Destinatários

Licenciados em Arqueologia, História, Antropologia, Biologia, Geologia e outras licenciaturas das áreas de Ciências Humanas, da Terra e da Vida. Candidatos de outras áreas científicas poderão ser aceites após análise curricular. Os finalistas de Licenciatura em 2009/2010 poderão candidatar-se condicionalmente. Os seleccionados que possuam mais de 180 ECTS de habilitações de acesso, poderão requerer equivalência, total ou parcial, à parte escolar do curso de Mestrado.

 

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